Matrizes de quitosana/gelatina para liberação de Etonogestrel


Resumo


Os usos de métodos anticoncepcionais trouxeram a sociedade um avanço incontestável a mulher, entretanto, resultou em uma modificação da visão sexual feminina, fazendo com que o início da atividade sexual ocorresse cada vez mais precoce, entretanto a falta do uso dos métodos anticoncepcionais pode acarretar uma da gravidez indesejada. Entre os métodos contraceptivos encontram-se os de longa duração, destacando os implantes subdérmico de etonorgestrel, onde este fármaco é considerado altamente eficaz no qual possui uma ação de longa duração e uma rápida reversibilidade quando retirado do organismo. Buscando a fabricação sistema de fármaco de curta duração e menos invasivo, buscou-se uma matriz biodegradável. Sabendo-se das características da quitosana e da gelatina como biomaterial biodegradável e que apresenta propriedades físico-químicas e biológicas para este tipo de aplicação, este trabalho teve como objetivo o desenvolvimento de um biomaterial de quitosana e gelatina para liberação do etonogestrel. O biomaterial na forma de membranas foram preparadas pelo método de evaporação de solvente, através da dissolução da quitosana em ácido acético 1% (v/v), sendo acrescentada a gelatina nas proporções de 5 e 10% em relação a massa da quitosana, e posterior a incorporação do fármaco. Para neutralização as membranas foram submetidas a uma atmosfera de hidróxido de amônio a 2 % (v/v) por 48hs. Todas as amostras foram caracterizadas por Difração de raios-X (DRX), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia na Região do Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Citotoxicidade e Molhabilidade por Medida de Ângulo de Contato. No DRX observou-se que após a adição do etonogestrel ocorreu um aumento da cristalinidade dos filmes. O ensaio de MEV demonstrou que a incorporação do fármaco ocorreu de forma homogênea. Os espectros de FTIR comprovaram que houve interação entre o Etonogestrel e a matriz polimérica nos grupos amina e amidas do polímero. No ensaio de Citotoxicidade as membranas apresentaram viabilidade celular. A Molhabilidae denotou um caráter hidrofílico. Sendo assim, os resultados sugerem a possibilidade de utilização dos filmes de quitosana e gelatina para liberação de etonogestrel, entretanto ainda são necessários estudos pré-clínicos.

Palavras-chave


quitosana; gelatina; etonogestrel; anticoncepcionais

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